quarta-feira, out 14, 2020

Future Insights - A emergência em encontrar o “Zoom” da cibersegurança

Nico Popp - Forcepoint Chief Product Officer
Nico Popp Chief Product Officer

Uma breve nota do nosso editor, Global CTO Nicolas Fischbach:

Anualmente, os especialistas em cibersegurança da Forcepoint de todo o mundo se reúnem para avaliar como a indústria tem mudado nos últimos 12 meses e o que podemos esperar para o ano seguinte. Hoje iniciamos a nossa série Forcepoint Future Insights, que oferecerá seis diferentes pontos de vista sobre tendências e eventos que acreditamos que a indústria de cibersegurança terá de lidar em 2021. Este exercício, dirigido pela Forcepoint X-Labs, sempre dá início a conversas interessantes e esperamos debatê-las nos próximos meses.

Aqui está a primeira publicação de Chief Product Officer, Nico Popp:

A emergência em encontrar o “Zoom” da cibersegurança

Eu sempre gosto da expectativa do futuro, mas em 2020 parece que o futuro nos atropelou, surpreendeu e sacudiu. Agora que tivemos um tempinho para adaptação, podemos nos reagrupar, reavaliar e adotar medidas para avançar novamente.

Esta é a situação atual: Todos migramos para o trabalho remoto. A implementação da nuvem é uma necessidade. A transformação digital ocorreu: e, onde não ocorreu, precisa ocorrer. 

Todos esses fatores macro me levaram à conclusão de que a segurança digital agora é um diferencial de negócio e precisa encontrar um disruptor de categoria. A cibersegurança tornou-se o mecanismo habilitador que permite que as empresas acelerem sua chegada na nuvem e aproveitem a velocidade, a escala e a resiliência da transformação digital. 

O entendimento e o posicionamento da segurança digital no conselho de administração tem sido uma área controversa mas, atualmente, a nossa disciplina subiu um degrau na cadeia alimentar e a nossa importância foi ampliada. E para onde isso nos levou? O que ocorrerá no setor em 2021?

A força irresistível

Quando o Gartner apresentou o SASE pela primeira vez como um conceito em 2019, o primeiro relatório indicou que o mercado não estaria pronto ou se movendo em direção a esse modelo nos próximos três a cinco anos, e somente 40% das empresas teriam migrado para o modelo até 2024. Mas uma combinação de forças existentes no mercado que pressionam a migração para a nuvem, junto com o novo padrão de trabalho remoto que nos foi imposto, significa que estamos enfrentando uma desfragmentação mais rápida do mercado e uma emergência da “plataforma de segurança” como ferramenta preferencial.

Isso nos coloca em uma situação similar ao paradoxo da força irresistível. Quando um objeto imóvel (neste caso, a forma como a cibersegurança é percebida no nível do conselho de administração) encontra uma força irresistível (aqui, a transformação digital impulsionada por mudanças no mercado e os eventos de 2020), o que ocorre? Minha opinião é que, em realidade, o objeto imóvel se movimenta. A importância da segurança digital no nível do conselho aumenta, impulsionando a demanda por plataformas de segurança na nuvem. Os Conselhos de Administração procuram diferenciação e inovação para suas empresas, soluções rápidas e economia de custos: tudo isso gera pressão por segurança na nuvem e, portanto, a necessidade de uma solução de segurança de plataforma na nuvem. 

Essas mudanças nas demandas no nível mais alto resultarão em metamorfose no setor de cibersegurança. A necessidade de uma plataforma convergente, digital e entregue na nuvem significa que veremos a emergência em encontrar o “Zoom” da cibersegurança. Como todos descobrimos este ano, o Zoom “simplesmente funciona”. É um sistema de alta tecnologia que pode ser acessado facilmente pelo consumidor comum. E é isso que os conselhos exigirão para suas plataformas de segurança digital.

Qualquer disruptor de categoria sério deve estar mais profundamente integrado no ecossistema de nuvem pública. Atualmente, os desenvolvedores estão usando a segurança como uma ferramenta, mas precisam agregar aplicativos e funções que não foram necessariamente projetados como nativos da nuvem. A segurança vai migrar para a esquerda do desenvolvedor, e se tornará facilmente implementável e totalmente integrada. 

Segurança… em modo silencioso?

O resultado dessa integração é que a segurança ficará tão incorporada nos aplicativos e plataformas que as pessoas não perceberão mais que estão sendo “protegidas”. Os produtos de segurança digital costumam ser acusados de serem invasivos, conflitar com a capacidade das pessoas de fazer seu trabalho e, assim, restringir a inovação. Mesmo para profissionais de segurança digital, a pilha de segurança é complexa demais. Precisa se tornar mais automática, entregando segurança como um serviço, de forma que as empresas possam continuar atuando em seu negócio principal: e não em seu negócio principal e ainda administrando uma equipe de profissionais de cibersegurança especializados.

Os analistas concordam: na verdade, a Forrester prevê que as arquiteturas de Zero Trust crescerão 200% em 2021. Depois que emergirmos do outro lado dessa migração, a segurança será uma commodity de nuvem, e a combinação de tecnologia com dados fornecerá aos líderes de TI verdadeira visibilidade sobre como e onde os dados se movem em uma organização. 

E essa visibilidade sobre os dados é o que muda o jogo. Não se trata de monitoramento em termos de acompanhar as ações das pessoas ou invadir sua privacidade: é fornecer aos analistas e líderes de negócio uma visão clara sobre os dados e suas movimentações. As análises comportamentais nos fornecem a telemetria de que precisamos para tomar decisões inteligentes e baseadas em riscos instantaneamente, sem invadir a privacidade das outras pessoas ou seus fluxos de trabalho. 

O próximo ano provavelmente será divertido nesse sentido. Em minha visão, este disruptor de categoria emergirá com a consolidação de fornecedores e/ou movimentos de mercado. Portanto, devemos também esperar alguma atividade significativa de fusões e aquisições no setor de cibersegurança em 2021.

Essa desfragmentação do mercado, e a migração para a nuvem e plataformas convergentes, junto com a consolidação de fornecedores, deverão tornar a segurança mais fácil para os líderes do negócio – e, esperamos, também para os profissionais na linha de frente. A nuvem vai se tornar parte do DNA da cibersegurança, de uma forma nunca antes vista.

About the Author

Nico Popp - Forcepoint Chief Product Officer

Nico Popp

Chief Product Officer

Nico Popp is the Chief Product Officer (CPO) for Forcepoint. Popp oversees the global execution and strategic evolution of Forcepoint’s human-centric cloud security platform. This includes leadership of all product development, management and innovation across Forcepoint products as well as...