Agosto 15, 2023

Inteligência Artificial nos Negócios: E se a IA estiver superestimada?

Post 3 - Será que a IA pode justificar valores astronômicos?
Lionel Menchaca

Provavelmente como muitos de vocês, esses dias eu gastei bastante tempo com assuntos da IA. Durante o final de semana, um artigo me deixou pensativo, aquele em que Gary Marcus faz a pergunta: E se a IA generativa acabasse sendo um fracasso?

É uma pergunta justa a se fazer, especialmente vinda de um autor e pensador prolífico como Gary, que claramente se estabeleceu como uma das principais vozes em IA. Primeiro, ele faz essa pergunta no contexto de avaliações de mercado excessivamente infladas. Empresas como NVIDIA e Microsoft já acrescentaram bilhões às suas respectivas avaliações com base na promessa da IA nos negócios. Inúmeras empresas menores e startups de IA promissoras continuam a receber investimentos que as levam a avaliações astronômicas.

Gary Marcus - What if Generative AI turned out to be a dud?

 

Mas, para mim, o ângulo mais interessante surge ao analisar o impacto comercial da IA. Em seu artigo, Gary menciona que os programadores são claramente beneficiados pela IA, e os profissionais de marketing, como eu mencionei em meu blog na semana passada, são outro grupo. Ambos os grupos aproveitarão as ferramentas de IA para realizar o trabalho e certamente gerarão receita direta com o uso delas. Além disso, acredito que você possa facilmente incluir sucesso do cliente e vendas nesse grupo. Se você está interessado em oportunidades de receita potencial, a McKinsey recentemente fez uma boa análise quantitativa que vale a pena revisar.

Mas Gary está certo em questionar o potencial econômico de longo prazo da IA especialmente considerando onde estamos no ciclo de hype exagerado. Acredito que Bill Gates tenha dito no passado que tendemos a superestimar o impacto de uma nova tecnologia nos primeiros dias. No caso da IA nos negócios, essa ideia parece aplicável em seu estado atual. Mesmo que a IA se prove um grande sucesso comercial para as empresas, alcançar as atuais avaliações astronômicas pode ser pedir demais. Concordo também com Marcus que a Inteligência Artificial no geral provavelmente está bem mais distante do que aqueles com interesse na IA gostariam que você acreditasse.

Mas aqui está a questão: quando se trata de IA nos negócios, você não pode colocar o gênio de volta na garrafa. Não há dúvida de que empresas de múltiplos setores estão dedicando recursos reais para descobrir como podem usar a IA para impulsionar novas (e adicionais) fontes de receita. Eles também estão ansiosos para encontrar maneiras de que a IA possa servir como uma vantagem sobre os concorrentes. Mesmo que as coisas estejam se movendo rapidamente, o verdadeiro impacto econômico da IA levará anos para se desenrolar.

 

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Nota: Esse é meu terceiro post da nossa série “IA nos Negócios”. Você pode conferir todos os outros posts da série usando a tag #ForcepointAl. Aqui está uma lista de meus outros posts na série:

Lionel Menchaca

Como Gerente Sênior de Comunicações Digitais e Conteúdo, Lionel lidera os esforços de social midia e blogs da Forcepoint.

 

Ele é responsável pela estratégia editorial global da empresa e faz parte da principal equipe responsável pela estratégia e execução de conteúdo em nome da...

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